Beachwear Effect 

Seja fora ou dentro de Portugal, com praia ou piscina, o verão quer-se com água como plano de fundo, relembrando a inspiração da história do fato de banho e como se reinventa nos dias de hoje! 

O mês de agosto, para os felizardos, é sinónimo de férias de verão. E está provado de certeza, por um cientista qualquer conhecido, que a maioria das nossas melhores lembranças aconteceram neste mês. Verão do passado, sinónimo de andar descalço, de comprar bolas de berlim na praia, de fazer uma mala só com biquínis e roupa leve, dos bailaricos e dos amores de verão. Memórias que ventos e marés não apagaram.

Em mais de um século de vida, o fato de banho tem reduzido de tamanho, não só por uma questão de moda, mas também por influência das mentalidades que, ao longo do tempo, se tornaram mais amplas. Os fatos de banho encolhiam no passar dos anos, devido a culturas, a causas, como guerras, à emancipação da mulher, e consequentemente as suas noções de pudor diminuíram.

A evolução começou quando as mulheres trocaram os vestidos de ir à praia por túnicas compridas. Posteriormente evoluíram para fatos completos, estilo macacão, que nos anos 20 se traduziu em fatos de banho largos. Na década seguinte, os fatos de banho passaram a ser de duas peças e mais justos. Os saiotes diminuíram, as cavas aumentaram e alguns começaram até a mostrar a parte superior da barriga, mas o umbigo continuava tapado.

Nos anos 40, esta peça queria-se mais curta, sem costas e a acentuar as formas femininas. O “fato de banho mais pequeno do mundo” apareceu em 1946, lançado por Louis Réard, e era composto por duas peças reduzidas: um soutien de dois triângulos unidos por cordões e cuecas. Ficou baptizado como “biquíni” porque a imprensa o comparou ao ensaio nuclear que tinha ocorrido, no mesmo ano, no atol de Bikini, que era um lugar de teste de armas nucleares, e pelo seu efeito chocante e inovador.

Para além do fato de banho, durante a década de 50, o biquíni de cintura subida e a parte de cima por vezes sem alças foi muito popular entre as atrizes de cinema como: a Brigitte Bardot e Marilyn Monroe. “Nos anos 1950, a maioria das jovens queria parecer-se com as suas mães. Nos 1960, a grande mudança foi que as mães queriam parecer-se com as filhas”, disse o designer britânico David Sassoon, citado pela edição espanhola da BBC. Nesta década, ainda com a cintura subida, começaram a ganhar mais seguidores desta moda depois da música “Itsy Bitsy Teenie Weenie Yellow Polka Dot Bikini” chegar às rádios.

O triquíni apareceu nos anos 70 e no final da década e início dos anos 80, a tanga brasileira e o fio-dental surgiram, em terras brasileiras, por parte do italiano Carlo Ficcardi, e a prática do topless passou a ser habitual nas praias. O fato de banho vermelho, cavado, utilizado pela atriz Pamela Anderson, na série “Baywatch”, tornou-se um ícone da cultura popular nos anos 90.

Desde o ano 2000 em diante, as mulheres têm à sua disposição inúmeros tipos de biquínis e fatos de banho que vão dos mais reduzidos aos com tiras, passando pelos estampados. Tudo se resume ao tipo de corpo e estilo pessoal de cada mulher. Mas a inovação dos fatos de banho também passa pela escolha dos tecidos. Os primeiros trajes para ir à praia eram feitos à base de algodão e lã, o que os tornava bastante pesados e desconfortáveis quando estavam molhados. Os tecidos elásticos apareceram nos anos 50 e a lycra só passou a ser omnipresente a partir dos anos 80.

As Blondette recordam os tempos de verão com nostalgia e preparam-se para passar as primeiras férias juntas, como Blondette. Com a chegada dos dias quentes, as novas tendências de beachwear entram em cena e as B’s destacaram as suas preferidas. Da elegância dos tons nude, que vão desde o tom de pele, passando pelos tons terra até ao “rosa velho”, usa-se este ano também em metalizado. O amarelo mostarda é também uma das tendências, bem como os padrões que ficam perfeitos em fatos-de-banho cavados e decotados. As lantejoulas dão um toque especial a este verão. Os hot pants continuam presentes e ainda mais vistos, quer em crochê como em cores fortes e padrões, como as bolinhas.

O verão de 2018 está a ser colorido, mas ao mesmo tempo elegante, delicado e prático. Entre cai-cais e crop tops, modelos monocromáticos ou com mistura de padrões tornam-se populares e as marcas portuguesas, de beachwear, apostam cada vez mais neste mercado.

Retro Beach:

Blonde- Soutien de biquini, €17,99, cueca de biquini, €15,99, e chapéu, € 19,99, tudo na Oysho. Óculos, €15,99, Mango.

Brunette-  Soutien de biquini, €25,99, cueca de biquini, €15,99, ambos na Oysho. Brinos, H&M.Cesto, €19,99, Zara.

 

Shower nude:

Blonde- Fato de banho, Oysho.

Brunette- Fato de banho, Oysho.

 

Pool Time:

Blonde- Fato de banho, Missus. Calções, Zara.

Brunette- Fato de banho, H&M. Vestido, Forever21.

 

Ph: Edson Pereira

 

Blondette Effect
Blondette Effect

Era uma vez uma blonde, distraída e uma brunette, sempre atenta. Uma blonde que adora manhãs e uma brunette que não gosta nada de acordar cedo. Uma brunette que diz rojo e uma blonde que diz encarnado, mas ambas estão a pensar em vermelho.

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